sábado, 26 de maio de 2007

céu de palavras.

A única maneira de escrever é não ter armadura. Deixar os pensamentos fluirem, a caneta correr. Tratar o pensamento como algo vivo. Juntar palavras imaginando a formação das nuvens, o movimento das ondas que se quebram na beira da praia.
Rabisco palavras por ai. Na areia. No papel. Na parede. Na mão. Às vezes uso caneta. Às vezes uso chocolate. Às vezes uso uma haste. Às vezes uso os dedos e rabisco o lençol. Sem tinta, mas fecho os olhos e vejo com clareza um rabisco ali, aqui ou acolá.
Rabisco, puxo, repuxo, brinco com as palavras. Eu tento. Essa foi a maneira que encontrei de não ter que dizer nada a ninguém. Ou quase.

Um comentário:

Gastando solidão.... disse...

Escrevo noar o tempo todo, palavras voam em frente ao meus olhos, e eu desenho frases no ar, é uma sensçaõ de desabafo...muita boa por sinal.