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quinta-feira, 23 de julho de 2009

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'Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável: muita coisa importante falta nome'


Guimarães Rosa

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

sem divisor comum

O cansaço que já era cansado, hoje se cansou ainda mais. Noite mal dormida, falta de sonhos e chuva ajudaram o cansaço a se cansar. A falta também cansa. Falta das coisas de fora, que parecem não faltar. Falta das coisas de dentro, que se perderam em algum lugar. A falta de saber falar do que sinto e do pouco que sei. Tem sobrado tanta falta por aqui. Não adianta dividir.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

gris

Saudade dos dias iluminados por dentro e por fora.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

i'm only sleeping.

Em busca de um sei lá o quê.
Que me paraliza.

para ouvir*

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terça-feira, 13 de maio de 2008

ban-daid.

Às vezes é melhor as palavras e os sentimentos ficarem guardados no lugar onde estão. Se eu estava calada, havia um motivo. Na hora eu não sabia explicá-lo, mas agora entendo o meu silêncio. Delicadamente fui convidada a rompê-lo. Falei sobre o que não queria falar, e percebi que estou machucada. E muito. Bem mais do que eu imaginava. Queria que dor tivesse ficado atrás das palavras. Escondida e calada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

cheia de ais.

Não sou a pessoa mais otimista do mundo. Nunca fui. Nunca me incomodou. Sempre me dei bem com o meu pessimismo bem humorado. Porque nele, de uma forma ou de outra, havia esperança. De repente me vejo com o pessimismo mal humorado e sem esperança. A fresta aberta da janela traz um vento frio que causa uma sensação ruim. Olho para fora e o dia está branco. Tudo causa incômodo. Amanheci num daqueles dias que queria ter pilulas que me fizessem dormir por uns dias, se possível, até chegar a primavera.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

segunda.

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Sem laços, sem traços, no vazio do espaço, tudo
parece desabar. E eu, não tenho pra onde fugir.

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sábado, 3 de maio de 2008

...

Às vezes, eu queria que tudo fosse diferente, t u d o.
Ando cansada de mim. Muito.

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

das decisões.

Eu que já sou toda tempestade, pioro em dias de chuva e cinza. Aliás, dias assim não combinam com tomar decisões. Eu já tinha deixado passar tempo demais. Eu sabia que precisava (e preciso) voltar lá. Mas às vezes, o caminho de volta é mais difícil, principalmente quando é necessário ir juntando as pecinhas do quebra-cabeça. Do seu quebra-cabeça. Do quebra-cabeça da sua mente complicada. Dos desejos esquecidos e abafados. Das questões mais viscerais, que passam a não ser mais viscerais, porque para seguir enfrente, é preciso colocá-las para fora e se ouvir. A pior parte, escutar a sua voz ecoando na sua cabeça após ter assumido o que não queria. Respirei fundo, liguei e marquei. Meio insegura. Com medo, mas marquei. Eu que sempre fui auto-suficiente, estou percebendo que sozinha não estou dando conta. Não sei se isso é fraqueza ou coragem, mas foi a forma que encontrei para começar a sair desse lugar confortavelmente descofortável no qual cai há quase dois anos.

sábado, 30 de junho de 2007

pois é.

me disseram que só sentimos dor porque a alegria existe, vice-versa.

não sei.
tenho acreditado nisso para ver o lado bom da dor.

dói.
e muito.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

sensação térmica.

13º C lá fora e nenhum raio de sol
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aqui dentro, 5ºC. negativos.
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muitas nuvens
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e a ponta de um arco-íris.