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terça-feira, 23 de junho de 2009

página 36

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'Que coisa está me acontecendo não sei dizer. Já me perdi em tantos pensamentos que se afinal pudesse fazer uma confissão que salvasse tudo, não saberia fazer. Era preciso que alguém desse as primeiras palavras ou todas por mim.'

Clarice Lispector,
(trecho de uma carta para Fernando Sabino - Cartas perto do coração)

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terça-feira, 27 de maio de 2008

oração ao tempo.

Às vezes dá saudade. Um simples cheirinho vem e desarruma todas as lembranças.


sábado, 24 de maio de 2008

sobre preguiças.

Apesar do sol lá fora, resolvi tirar o dia para desfrutar a minha preguiça. Dia de sofá e pijama, sem o menor peso na consciência. Sentindo um alívio por estar dando ouvidos ao que meu corpo pedia há dias. De canal em canal. De cochilo em cochilo. Veio uma pergunta à minha cabeça: o que eu quero da minha vida? Nunca fiz planos, nem tracei metas. Mas de repente me vejo num grande vazio, sem saber o que fazer. E parece que quando estamos cheias de dúvidas, o sensor das outras pessoas as capta, e elas resolvem fazer perguntas chatas, que muitas vezes me fazem não sair de casa. Perguntas do tipo: 'e ai, já acabou a faculdade?', 'tá trabalhando onde?'. Ou elas resolvem contar histórias sobre conhecidos que fizeram a mesma faculdade que a sua e estão suuuper bem sucedidos. Ai, como fico nervosa, mas tenho que sorrir e dizer: 'que legal', quando no fundo, estou pensando: 'quem liga?'. Sei que elas não fazem por mal, mas em tempos de intolerância, sem querer ser redundante, eu não tolero! Tantas coisas à serem arrumadas na minha vida. Gavetas, caixas, armários. Talvez em pedacinhos do passado, eu ache algum vestígio. Ou não. Acho que preciso de uma crise de feng shui. Mas a bagunça mental é tão grande que, não consigo organizar nada, muito menos as caraminholas e os pensamentos. E acho que toda essa preguiça vem para continuar adiando o que tem que ser resolvido. Eu nunca tive pressa, mas tenho esperado demais um sei la o quê. Escrevendo essas palavras, percebo que essas respostas que procuro são mais para os outros do que pra mim, porque no momento, eu deixaria as coisas assim, por mais sem graça que a vida esteja, devido a falta de vontade para tudo tudinho. Menos pra ficar deitada e preservar a preguiça. Preguiça que, essa semana me disseram que em mim tem outro nome: tristeza. Vai saber, prefiro continuar chamando de preguiça, assim tenho uma coisa menos para pensar.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

corte e costura.

Costurando retalhos,
pelo menos, as linhas são coloridas.
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terça-feira, 8 de abril de 2008

pequeninices.

Eu tenho fingido que não sinto falta de ter um Brotinho.
Daqueles Brotinhos bem leves, que deixam tudo colorido. Que fazem carinho bom e, quando estamos juntos, o chão vira nuvem e chego a acreditar na felicidade e que sou capaz de amar e porque não, ser amada. Faz teeeempo que um Brotinho assim, não passa pelo meu jardim. Teeempo demais até. Eu, vou seguindo e fingindo que nem ligo. Mas os meus sonhos têm falado a verdade por mim e para mim. Tô precisada de um amor. Um amor bonito que não seja aflito. Não estou à procura do princípe encantando, porque nem acredito nisso. Na realidade, não estou à procura... Mas tenho um vazio dentro de mim. E uma vontade que o amor aconteça. Acho que na verdade, tô desejando me sentir desejada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

uis e ais.

O mais difícil é perceber que o isolamento não é solução para nada.
Não afasta a decepção nem a dor.
A decepção, bate na porta. E a dor, aumenta, pois quanto maior o fechamento, mais difícil sair dele. Vira um ciclo vicioso.

domingo, 30 de março de 2008

As frestas da minha janela são assim.
Estou tomada por uma desesperança.
Às vezes acho que o vilarejo, onde areja um vento bom, não existe.
Pelo menos, não pra mim.

segunda-feira, 24 de março de 2008

=/

Medo de gostar, medo de me apegar, porque depois, todo mundo vai embora.

domingo, 13 de janeiro de 2008

chuvas de verão.

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Trazer uma aflição dentro do peito,
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
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[ Veloso, o Caetano ]

quinta-feira, 31 de maio de 2007

outra vez.

Quando tenho em minhas mãos, deixo escorrer entre meus dedos e vejo seu rastro indo embora. Sem olhar para trás.




Estática, apenas observo. Prefiro fechar os olhos e sonhar.
Outra vez.

domingo, 27 de maio de 2007

aquarela.

Se não existisse gravidade, eu gostaria de morar lá em cima. É, lá em cima. Em cima das estrelas. Passeando pelas nuvens. As estrelas me aqueceriam. Eu pintaria o céu de verde e as estrelas de rosa. Verde e rosa. Rosa e verde. As cores da emoção. As cores de Chico Buarque, Tom Jobim, Cartola. Da Estação Primeira de Mangueira. Acima de tudo, as cores do amor e da esperança.
Há quem diga que verde e rosa não combinam. Onde já se viu, o amor não combinar com a esperança.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

mania de explicação

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desejo: vontade de possuir.anseio.aspiração
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vontade: é um desejo que cisma que você é a casa dele
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casa pequenina, a minha, para tantos desejos
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